Portas nuas,
Sem fechadura,
Sem alma,
Sem algo que dura.
Tuas ruas estreitas
Que procuras a cura
De um deus do amor
Esta crua amargura
Que cega
Mostrando meu nu
Pinturilando o céu em que me deito
Tirando o meu leito
Jogando-me para as tuas ruas
Este céu que uma vez tive
Mas à muito perdi.
MIL e UMA cores para teu sorriso
MIL e UM sons para o teu olhar
Perdi-me nas tuas ruas
E eis eu, a porta nua
Sem alma
Sem algo que dura.
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