
Já vi homens a cair
nas grandes planícies
betão da Humanidade,
criação imperfeita
quando posta ao desafio
um choque!
visual, térmico, corporal,
chama-lhe o que quiser
mas eu vi
vi homens a cair
Tais moscas sem asas
caindo como baratas esmagadas
sem cabeça nem tronco
gritais até tua mente sair
assim explodir
sem amor,
nestas terras já há muito foi esquecido
só com ódio se ama
Pensando em anjos
mas vendo a morte
despedindo a vida
reclamando da sorte
Porque saltais,
se a morte irás encontrar
na mesma via
cada livre sem liberdade
queda livre com um fado triste
ou queimado
de cinza nasceste
em cinza tornarás
Um pássaro sem asas
nem sentimentos, pois
abandonais aquilo que é teu
que homens cão
tão sãos.
Vós recusais
Gloria é cantado
nas cortes do rei da morte
o burro e seu amigo
procuram almas nos destroços da vida
que é consumida
pela fúria de um lume
deus da sua magnitude
o rei veio receber
seus criados em chamas
de betão e ferro
aço será o que comes
terra o que bebes
sede terás se a vida
corre entre teu sangue
Bum bom... silêncio...bum bum
É o coração em acção
numa sessão de iniciação
terapêutica de palavra são
do corpo preso entre ferro e morte.
após o embate. silêncio.
e a chuva das 2 torres.
silêncio quando gritas.
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